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De olho na obra: conheça (e fuja) dos erros em construções e reformas

30 de Outubro de 2014 - 13:55:14
Para você que quer construir ou reformar sem ter dores de cabeça, conheça os principais erros em construção e reforma e dá recomendações para evitá-los. Fique atento às dicas apontadas por especialistas da área e garanta a qualidade e o desempenho esperados para sua obra!

Nas construções de residências podem ser encontrados problemas decorrentes de projetos mal elaborados, execuções sem o acompanhamento de profissionais adequados, aquisição de material de baixa qualidade ou com defeitos, entre outros. As reformas também tendem a trazer aborrecimentos, se não houver um bom planejamento e se soluções improvisadas acabarem sendo aplicadas.

Veja dezenove erros comuns nos projetos de construção e reforma e como evitá-los

1- Falta de projeto: Iniciar a obra mesmo sem ter um projeto definido é uma falha grave e muito comum, quando se constrói ou reforma uma casa. A ausência de orçamento e de um planejamento consistentes é a causa da maioria dos problemas de uma obra, comentam as arquitetas Daniella e Priscilla de Barros. Elas explicam que o projeto não é uma mera formalidade, mas uma espécie de seguro contra imprevistos. Ele serve para especificar e detalhar todos os itens que compõem a intervenção construtiva. Na fase de planejamento, também deve ser elaborado o cronograma que servirá como fio condutor para a execução dos trabalhos do alicerce ao acabamento;

2- Uso de materiais inadequados: Revestimento de madeira, sem os tratamentos necessários, em áreas sujeitas a receber água. Pisos polidos e escorregadios em ambientes externos. Material de qualidade duvidosa. Esses são alguns equívocos que podem surgir durante uma reforma ou construção, geralmente, fruto da falta de conhecimento técnico dos proprietários do imóvel. Deslizes desse tipo tendem a comprometer a segurança do usuário e a durabilidade da construção e, ainda, gerar gastos extras, atraso na conclusão da obra e retrabalho. "Daí a importância da presença de um arquiteto. Esse profissional deve sempre auxiliar o seu cliente na escolha de materiais adequados para cada ambiente", afirma a arquiteta Érica Salguero;

3- Erro no cálculo das quantidades: A arquiteta Fernanda Pinheiro aponta que erros facilmente aparecem durante o cálculo da quantidade de material a ser comprado. No caso do revestimento (cerâmicas, porcelanatos, pastilhas etc.), avaliações equivocadas podem exigir a compra de produtos de lotes diferentes que, muitas vezes, apresentam diferença de tom e/ou de tamanho. Há casos em que o produto sai de linha, dificultando ainda mais a complementação do trabalho. Para minimizar perdas ou não ser surpreendido pela falta de material, aconselha-se basear o cálculo no projeto da edificação. No caso de cerâmicas e porcelanatos, por exemplo, calcule a área a ser revestida (desconte portas e janelas, se for o caso) e considere também as dimensões e o posicionamento das placas. Para uma margem de segurança, compre 10% a mais de produto;

4- Só se ater aos móveis e revestimentos e se esquecer das instalações elétricas e hidráulicas: Administrar a parte aparente do projeto é sempre mais interessante do que se preocupar com aquilo que ficará escondido sob o piso e dentro das paredes. Mas lembre-se que bons projetos de elétrica e hidráulica, realizados de acordo com as normas de segurança e bem dimensionados, são fundamentais para o conforto e a segurança dos moradores. "O ideal é que a reforma ou a construção seja acompanhada por um profissional habilitado nessas áreas", destaca a arquiteta Érica Salguero;

5- Iluminação deficiente: "Nem a melhor das decorações funciona sem uma boa iluminação, que destaque os seus pontos fortes e crie diferentes cenas nos ambientes", afirma a arquiteta Fernanda Pinheiro. Ela lista três erros muito comuns relacionados à luminotécnica: falta ou excesso de iluminação, uso de luz branca em locais que pedem fachos com cores mais quentes e emprego de lâmpadas inadequadas para o tipo de ambiente. "Por exemplo, não é aconselhável usar lâmpadas que produzam calor, como as dicroicas, acima da cabeça das pessoas em sofás ou locais de estadia prolongada, por uma questão de conforto", explica a arquiteta;

6 - Problemas com dimensionamento: A designer de interiores Cristina Barbara lembra que é muito comum errar no dimensionamento dos espaços. "Por isso, todos os ambientes devem ter "layouts" definidos antecipadamente, visando a harmonia entre espaço e objetos". Uma falha grave em projetos de interiores é esquecer-se de que é necessário deixar um espaço mínimo para a circulação de pessoas. Além disso, há a questão da combinação dos materiais e texturas. "Normalmente os móveis são comprados em um dia e os revestimentos em outro. Daí, quando os elementos são reunidos, é possível que as coisas não combinem entre si", diz a arquiteta Fernanda Pinheiro;

7- Escolher o profissional errado: Antes de contratar um arquiteto, cheque se ele tem registro no CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo). Também procure referências sobre o trabalho dele e peça para visitar projetos em andamento e/ou finalizados, recomenda a arquiteta Érica Salguero. "Verifique também se a metodologia de trabalho do profissional é adequada com o que você deseja", aconselha o arquiteto Marcelo Rosset;

8- Arquiteto e contratante em sintonias diferentes: O arquiteto é o profissional que ajudará a transformar em realidade os desejos do proprietário do imóvel. "Transparência, objetividade e confiança são fundamentais nesta relação", diz a arquiteta Daniella de Barros. "Conhecer previamente o trabalho do arquiteto e se identificar com ele é fundamental para que o trabalho flua com mais facilidade", acrescenta a arquiteta Priscilla de Barros. Por sua vez, a arquiteta Fernanda Pinheiro afirma: "Quando não há empatia mútua, as coisas na obra tendem a dar errado e os imprevistos parecem acontecer em maior número";

9- Falta de conhecimento para inspecionar obras: Ruídos de comunicação entre o contratante e os operários que realizam a obra são comuns. Ao mesmo tempo, é importante fiscalizar rigorosamente a execução dos serviços para garantia de um ótimo resultado final. A designer de interiores Cristina Barbara ressalta que um ponto crítico dessa relação costuma ser a "espessura de contrapisos", que precisa ser conferida antes de receber os acabamentos. A arquiteta Érica Salguero lembra, também, de problemas com infiltrações tendem a surgir quando o encanamento, a impermeabilização e o planejamento do escoamento de água foram mal planejados ou realizados com descuido. Assim, a dica para evitar tantas dores de cabeça é contar com um intermediário competente (arquiteto ou engenheiro), que será o responsável pelo controle da obra;

10- Não firmar contrato: A informalidade muitas vezes impera no universo da construção e muitos acertos acontecem apenas oralmente. Mas, para segurança de todas as partes, sobretudo durante a contratação do arquiteto e dos prestadores de serviço, é fundamental haver um documento detalhando os direitos e deveres dos envolvidos, cronogramas com prazos de entrega e datas de pagamentos. Além disso, no caso de arquitetos e decoradores, todas as plantas devem ser assinadas e aprovadas pelo cliente antes do início dos serviços. "O cuidado com a documentação vale, inclusive, para estudos, mostras de tecidos, etc.", alerta Cristina Barbara. A designer de interiores dá ainda outra dica: "Coloque sempre o lado profissional em primeiro lugar, deixe as amizades à parte."; 

11- Não fazer a sondagem adequada do terreno: A sondagem do terreno é essencial para que seja conhecida a capacidade de suporte do solo diante das cargas incidentes da estrutura da edificação a ser construída. Os danos mais conhecidos, que se originam pela falta deste procedimento, são o aparecimento de trincas (ou fissuras e até rachaduras) em paredes e nos pisos devido ao afundamento da superfície, o que ocasiona os chamados recalques da fundação, isto é, os movimentos de diferentes partes da estrutura. Nos casos onde apenas uma parcela da construção sofre rebaixa ou o afundamento é mais pronunciado em uma porção do que em outras há a geração de esforços estruturais não previstos: é o chamado recalque diferencial, que é mais grave e pode levar à ruína da obra; 

12- Remover paredes estruturais: A remoção de paredes estruturais é um erro gravíssimo, porque pode levar ao colapso parcial ou total da construção. Assim, qualquer alteração ou subtração de paredes deve ser cuidadosamente estudada por profissionais de engenharia civil e/ou arquitetura, sempre tendo como base o projeto original da edificação. Em caso de reformas, é necessário que um profissional habilitado faça um projeto para obra, com devido laudo técnico recolhido;

13- Aumentar a carga da estrutura em função de uma reforma sem estudo prévio:  A ampliação (ou adição) de pavimentos em uma casa térrea, durante uma reforma, irá gerar a sobrecarga no sistema estrutural da edificação, o que pode ocasionar deformações e fissuras ou, em casos mais graves, acarretar a ruína da construção. Desta forma, quando existe a intenção de construir mais um pavimento em uma casa ou sobrado, o proprietário deve contratar um profissional (arquiteto e/ou engenheiro civil) para que uma avaliação técnica seja elaborada e, se necessário, um projeto específico de reforço dos elementos estruturais para sustentar o peso adicional a ser desenvolvido.

14- A má execução do caimento do piso: A declividade do piso é imprescindível para o perfeito escoamento da água, principalmente em áreas molhadas, como banheiros. Quando o caimento não existe ou é mal feito, o aparecimento de poças e/ou de infiltrações é comum e pode causar transtornos. Para evitar esse tipo de problema é essencial que o desenho do projeto indique a exata porcentagem da declividade e qual a orientação correta para a vazão. Além disso, após a execução da superfície, deve ser feita a devida verificação da eficiência do caimento, por meio de instrumentos simples, como o indicador de nível;

15- Não dar atenção às rachaduras, fissuras e trincas em pisos e paredes: A constatação de fendas, mesmo que sejam bem finas, em qualquer das superfícies, nunca deve ser negligenciada pelo morador, pois esses traços assinalam desde simples problemas às mais complexas patologias da edificação.Um dos principais fatores determinantes para o surgimento de rachaduras, fissuras e trincas é a falta de juntas de dilatação, em especial, quando pisos e paredes possuem grandes dimensões. Essas estruturas apresentam movimentações e deformações que podem ser causadas pelo processo de endurecimento do concreto e da argamassa, como também pela variação da temperatura ambiente. As juntas permitem que esses elementos possam se movimentar sem que ocorra um estado de fissuração, por isso, devem sempre ser previstas no projeto. Outra causa possível para o aparecimento das fissuras são as infiltrações constantes que tendem a ocorrer ao longo do tempo, devido a vazamentos no sistema hidráulico ou impermeabilizações mal executadas e/ou envelhecidas. Por outro lado, a presença de rachaduras ou trincas em paredes e pisos também pode ser consequência de problemas na fundação. Isso acontece quando o alicerce da construção apresenta movimentações, chamadas de recalques de apoio, por terem sido mal projetadas ou mal executadas. As soluções corretivas para essas marcas em pisos e paredes podem ir de simples reparos como a recomposição da região com a raspagem e preenchimento por massa elástica (a chamada amarração) à recuperação da fundação através, por exemplo, de calçamento da estrutura. Por isso, o recomendado é solicitar o parecer de um profissional para que identifique corretamente o problema e aponte a intervenção necessária.

16- O uso de um tipo de tinta inadequado e/ou uma impermeabilização mal feita: Aplicar uma tinta imprópria para determinada superfície pode resultar em uma pintura com a textura diferente da esperada e, ao longo do tempo, no aparecimento de manchas e na variação de cor. Portanto, a recomendação é sempre observar e respeitar as indicações de uso para cada tinta. A impermeabilização é uma fonte inesgotável de problemas para pisos e paredes em uma construção se mal executada: surgimentos de manchas e bolores, ferrugem e apodrecimentos de determinados materiais, descolamento de rebocos e eventuais danos ao sistema de fundação são alguns tópicos de uma extensa lista. No mercado, há diversos tipos de produtos impermeabilizantes, desde aqueles incorporados à argamassa para assentamento até os que são aplicados diretamente sobre as superfícies já construídas. No projeto é necessário que exista a indicação de qual tipo de impermeabilizante deve ser utilizado em cada caso. A pintura não é feita exclusivamente para a beleza da obra, ela serve como agente preventivo da degradação das estruturas pela ação do tempo. Assim, para conservar as edificações estabeleça uma rotina de retoque ou repintura periódica e consulte a necessidade de reaplicações para os impermeabilizantes junto a engenheiros ou arquitetos.

17- Empregar esquadrias de baixa qualidade: Infiltrações e consequentes manchas e bolores em paredes e pisos próximos às janelas e portas são prováveis problemas quando são instaladas esquadrias de má qualidade e/ou com vedação deficiente. Por isso, é importante pesquisar antes de adquirir os produtos e optar por aqueles que apresentem garantia da fabricante.

18- Não reformular ou adequar a instalação elétrica com o passar do tempo: Uma grande quantidade de equipamentos eletroeletrônicos vem sendo incorporados ao cotidiano das residências e esses itens alteram as cargas elétricas previstas pelo projeto do sistema de eletricidade. Desta forma, antes de ligar novos aparelhos, o ideal é conhecer os limites de carga (potência em watts) de cada circuito. Um exemplo são os aparelhos elétricos de secar ou modelar cabelos. Os circuitos elétricos nem sempre comportam a alta potência desses dispositivos, o que provoca o desarme dos disjuntores. A forma de resolver o problema é fazer revisões periódicas das instalações elétricas, adequando-as à nova realidade da edificação e às necessidades dos moradores, e não dar espaço para gambiarras.

19- A pressão insuficiente da água nas torneiras e chuveiros: De modo geral, em edifícios, a ausência de pressão da água que sai da tubulação se deve a falhas no projeto do sistema predial de água fria e quente. Pois, o mau dimensionamento das tubulações e conexões origina a perda de carga, o que provoca uma saída de água nas torneiras e chuveiros sem a força adequada. Por outro lado, nas casas, a planta deve prever o posicionamento correto da caixa d'água, que necessita estar a uma altura suficiente para compensar toda a subtração de pressão da água durante o trajeto nas tubulações. Tal dimensão depende do tipo de construção, por isso, o aconselhável é que haja um projeto hidráulico desenvolvido por profissional habilitado.

 

Fontes: Douglas Barreto, engenheiro civil e docente do Departamento de Engenharia Civil da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos); Jefferson Sidney Camacho, engenheiro civil e coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Alvenaria Estrutural da Unesp (Universidade Estadual Paulista) – campus Ilha Solteira; e Sara Camacho, arquiteta. 

[Por Juliana Nakamura, do UOL, em São Paulo] 

 

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